sábado, 27 de dezembro de 2008
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
homens x insetos
Somos vertebrados mamíferos e vivemos em sociedade. As formigas também vivem em sociedade, mas não temos muitas outras coisas em comum, principalmente pelo fato de formigas serem artrópodes insetos. Tudo bem, elas fazem suas casas de terra e areia, as nossas têm mármore italiano.
Definitivamente, somos melhores que as formigas.
Yeah, ganhamos essa!
Definitivamente, somos melhores que as formigas.
Yeah, ganhamos essa!
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
and the Oscar... ?
Às vezes a realidade me soa tão longe, como se fosse uma história antiga contada por alguém; por mais que eu também faça parte dessa história, não me sinto mais que uma mera espectadora. Dizem que a vida é um teatro e que o mundo é um palco. Não vou chorar os amores, nem rir as comédias, mas, principalmente, não vou aplaudir o drama. As personagens nem parecem reais...
E nessa encenação, ninguém sai premiado.
E nessa encenação, ninguém sai premiado.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
cutas, curtíssimas
Frankenstein
O homem criou deus para matá-lo depois.
Psicologia Moderna
O vazio foi preenchido com mais vazio.
*sem relação entre uma e outra
Graças a deus
(vivo ou morto, tanto faz)
O homem criou deus para matá-lo depois.
Psicologia Moderna
O vazio foi preenchido com mais vazio.
*sem relação entre uma e outra
Graças a deus
(vivo ou morto, tanto faz)
Vãs, extremamente vãs
Sentir, todos sempre sentimos muito, sentimos pouco; nem muito, nem pouco, o suficiente já basta. Na verdade, somente o sentimento de auto-piedade, auto-preservação, de auto-suficiência. Sempre “auto”. O despretensioso “auto” soa mais como condenação que como atração, encerra nossa definitiva sentença, a melhor e a pior de todas as companhias, a solidão.
Sempre procurei, mas não me foi permitido alcançar (talvez esteja procurado nos lugares errados, ou ainda não seja capaz de compreender o que está escancarado em todas as esquinas). O velho e cansado questionamento acerca do sentido. Não encontrei. O mais próximo que cheguei de algum sentido foi o amor, o redentor entre todos os sentimentos. Pode ser. Torço para que sim.Tem que ser.
(...)
Tenho medo das causas secretas.
Sempre procurei, mas não me foi permitido alcançar (talvez esteja procurado nos lugares errados, ou ainda não seja capaz de compreender o que está escancarado em todas as esquinas). O velho e cansado questionamento acerca do sentido. Não encontrei. O mais próximo que cheguei de algum sentido foi o amor, o redentor entre todos os sentimentos. Pode ser. Torço para que sim.Tem que ser.
(...)
Tenho medo das causas secretas.
sábado, 13 de dezembro de 2008
quando se fica velho
discutir, hj em dia, não mais me é um passatempo
irrita-me profundamente
não vou convencer ninguém de nada, nem é esse meu intento
quiça aprender algo em alguma conversa... mas discutir, não mais
não quero provar nenhuma das minhas idéias a ninguém, nem a mim mesmo (o princípio de toda discussão)
HOJE estou bem resolvido
tomara que amanhã não esteja tão certo disso...
irrita-me profundamente
não vou convencer ninguém de nada, nem é esse meu intento
quiça aprender algo em alguma conversa... mas discutir, não mais
não quero provar nenhuma das minhas idéias a ninguém, nem a mim mesmo (o princípio de toda discussão)
HOJE estou bem resolvido
tomara que amanhã não esteja tão certo disso...
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
roda da fortuna
sábado, 1 de novembro de 2008
entrelinhas
Sabe que algumas vezes tenho medo do que vejo? não sei se consigo perceber coisas demais, coisas a mais, ou então é minha mente inventivamente doente projetando meus próprios delírios sobre outros atos.
Espero que eu esteja fora de qualquer realidade, porque a realidade que percebo nem sempre me agrada...
Quase nunca me agrada.
Ela me assusta.
Espero que eu esteja fora de qualquer realidade, porque a realidade que percebo nem sempre me agrada...
Quase nunca me agrada.
Ela me assusta.
almas
Loucura é um escudo contra a realidade.
E quem pode condenar alguém por se defender?
E quem pode condenar?
Quem aqui pode sequer julgar?
E quem pode condenar alguém por se defender?
E quem pode condenar?
Quem aqui pode sequer julgar?
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
vamos falar mais baixo (ou melhor, não vamos falar)
Sobre o que escrever sexta a noite? Que pergunta mais sem propósito! Quando se quer escrever não é preciso procurar um motivo ou assunto, basta simplesmente extravasar os pensamentos, deixar fluir a cascata de sentimentos que não pode ser contida com o silêncio. Em algumas ocasiões, o silêncio faz tanto barulho que não se pode ignorá-lo. Mas para poder ouvi-lo, vou ter que parar por aqui.
Todos já ouviram que quem muito fala, nada tem a dizer. O oposto também é verdadeiro... O silêncio fala alto, fala alto para poder ser ouvido.
Todos já ouviram que quem muito fala, nada tem a dizer. O oposto também é verdadeiro... O silêncio fala alto, fala alto para poder ser ouvido.
sábado, 4 de outubro de 2008
incondicionalmente
Tudo transcorre bem a partir do momento em que se criam hábitos.
Os hábitos nos dispensam da árdua tarefa de questionar, não é preciso indagar nada quando o protocolo está pronto.
Tudo vai bem.
Os hábitos nos dispensam da árdua tarefa de questionar, não é preciso indagar nada quando o protocolo está pronto.
Tudo vai bem.
La Bela
Despojada de qualquer misticismo,
Desnuda de apelos ou sentimentos,
olho simplesmente porque é bela
Desnuda de apelos ou sentimentos,
olho simplesmente porque é bela
domingo, 28 de setembro de 2008
elos
A dor é o sentimento que conecta as pessoas umas às outras
mas ainda assim, não é capaz de torná-las humanas
mas ainda assim, não é capaz de torná-las humanas
terça-feira, 16 de setembro de 2008
jogos
Em alguns momentos, poucas coisas me interessam. Justamente nesses momentos, muitas coisas me interessam.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
memórias
Parece que foi há tanto tempo
um tempo tão longe, tão distante, que algumas vezes até parece que foi com outra pessoa
ou que nunca existiu
ou que foi fantasia
olho fotos nem tão antigas e não me encontro
minha face estampada em um filme fotográfico
sim! reconheço os olhos, o sorriso
mas não eu
não pode ser
não me recordo
lembro-me vagamente, como se alguém tivesse me contado
uma outra pessoa, talvez conhecida
enigma, incógnita
muito do que foi talvez nunca tenha sido, senão somente imaginação
e muito do que se foi perdeu-se nas entrelinhas da memória, chega a não-ser
...
não, definitivamente não foi
um tempo tão longe, tão distante, que algumas vezes até parece que foi com outra pessoa
ou que nunca existiu
ou que foi fantasia
olho fotos nem tão antigas e não me encontro
minha face estampada em um filme fotográfico
sim! reconheço os olhos, o sorriso
mas não eu
não pode ser
não me recordo
lembro-me vagamente, como se alguém tivesse me contado
uma outra pessoa, talvez conhecida
enigma, incógnita
muito do que foi talvez nunca tenha sido, senão somente imaginação
e muito do que se foi perdeu-se nas entrelinhas da memória, chega a não-ser
...
não, definitivamente não foi
sábado, 2 de agosto de 2008
teorias
até ontem havia milhões de teorias, todas imaculadas, perfeitas
hoje, sem mais nem menos, todas sumiram, desapareceram, caíram no oco do erro, da culpa e da certeza de, por mais que se tente, algumas atitudes não se mudam, por mais que sejam sufocadas por camadas e mais camadas da tinta de ilusão
(03 de agosto de 2008
o post do dia 02, cheio de confabulações majestosas esvaiu-se, inexplicavelmente
muito a propósito, resolvi utilzar-me do espaço remanescente)
hoje, sem mais nem menos, todas sumiram, desapareceram, caíram no oco do erro, da culpa e da certeza de, por mais que se tente, algumas atitudes não se mudam, por mais que sejam sufocadas por camadas e mais camadas da tinta de ilusão
(03 de agosto de 2008
o post do dia 02, cheio de confabulações majestosas esvaiu-se, inexplicavelmente
muito a propósito, resolvi utilzar-me do espaço remanescente)
terça-feira, 22 de julho de 2008
Interlúdio
(Entre a existência e a derradeira passagem, somente um simples e breve interlúdio)
Não temo a morte, nem devo temê-la. O que dói não é ver a morte invadindo a órbita onde antes se encontrava tanta vida. O que dói é ver a dor e o sofrimento, o fracasso. Alguém que tinha tudo pra ser tudo, e se resume a, simplesmente, nada, ou pior, resume-se a uma dor e sofrimento que apenas se estão no preâmbulo. A angústia da morte é muito mais intensa quanto mais essa se delonga em se apoderar de sua vítima. Lenta, corrosiva, implacável. A morte arrastando-se em forma de câncer, tecendo, como uma grande e impreterível aranha sua teia.
Ó morte, cria eu ser tu muito mais piedosa! Arrebata-lho, de uma vez e sempre, a vida. Leva-lhe contigo, de uma vez e sempre. Acaba, tu, com tudo e fecha, de uma vez e sempre, essa úlcera, ferida aberta em meu peito. Cessa, tu, esse impúdico cortejo e toma-lhe, de uma vez e sempre, o que é teu de direito.
Ó morte, mais viva que nunca, tu jazes em meu peito.
Que queres tu com tanta dor?
Deve haver algum sentido. Tem que haver.
Não temo a morte, nem devo temê-la. O que dói não é ver a morte invadindo a órbita onde antes se encontrava tanta vida. O que dói é ver a dor e o sofrimento, o fracasso. Alguém que tinha tudo pra ser tudo, e se resume a, simplesmente, nada, ou pior, resume-se a uma dor e sofrimento que apenas se estão no preâmbulo. A angústia da morte é muito mais intensa quanto mais essa se delonga em se apoderar de sua vítima. Lenta, corrosiva, implacável. A morte arrastando-se em forma de câncer, tecendo, como uma grande e impreterível aranha sua teia.
Ó morte, cria eu ser tu muito mais piedosa! Arrebata-lho, de uma vez e sempre, a vida. Leva-lhe contigo, de uma vez e sempre. Acaba, tu, com tudo e fecha, de uma vez e sempre, essa úlcera, ferida aberta em meu peito. Cessa, tu, esse impúdico cortejo e toma-lhe, de uma vez e sempre, o que é teu de direito.
Ó morte, mais viva que nunca, tu jazes em meu peito.
Que queres tu com tanta dor?
Deve haver algum sentido. Tem que haver.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Morangos Mofados
Prelúdio
No entanto (até no-entanto dizia agora) estava ali e era assim que se via. Era dentro disso que precisava mover-se sob o risco de. Não sobreviver, por exemplo — e queria? Enumerava frases como é-assimqile-as-coisas-são ou que-se-há-de-fazer-que-se-há-de-fazer ou apenas lTttsafinalque.importa. E a cada dia ampliava-se na boca aquele gosto dernorangos mofando, verde doentio guardado no fundo escuro de alguma gaveta.
CAIO FERNANDO ABREU
No entanto (até no-entanto dizia agora) estava ali e era assim que se via. Era dentro disso que precisava mover-se sob o risco de. Não sobreviver, por exemplo — e queria? Enumerava frases como é-assimqile-as-coisas-são ou que-se-há-de-fazer-que-se-há-de-fazer ou apenas lTttsafinalque.importa. E a cada dia ampliava-se na boca aquele gosto dernorangos mofando, verde doentio guardado no fundo escuro de alguma gaveta.
CAIO FERNANDO ABREU
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Clarabóia
Céu escuro tão estrelado que clareia
ofusca qualquer pensamento
somente uma contemplação muda e absoluta
ofusca qualquer pensamento
somente uma contemplação muda e absoluta
terça-feira, 24 de junho de 2008
Agradecimento a A. de C.
Não consigo escrever
Não consigo falar, nem me fazer entender aos outros
Sempre quero dizer algo (não que esse algo seja algo importante
é simplesmente algo a ser dito
muito embora devêssemos escolher o silencio ao turbilhão de palavras.
estas geralmente soam torpes
ou, pelo contrário, o torpe seja quem as receba)
Sempre quero dizer algo
Mas esse algo não sai como algo
Sai como aquilo ou isto ou coisa
Nunca algo
Tento, tento, tento
Gasto mãos, dedos, folhas e tinta
Em vão
A maioria das palavras acabam em vãos
Vãos de sintaxe, lixeiras, esquecimentos
E depois, quando desisto de escrever o tão almejado algo,
Eis minha surpresa: já ele está escrito por outras mãos que não as minhas
O meu algo, decodificado em outro papel por outras mãos
Talvez não exatamente como gostaria de tê-lo escrito
Invariavelmente se encontra em melhores colocações
Em tudo mais, melhor
O algo afanado de meus pensamentos, escrito antes mesmo que eu o concebesse
Mas, ainda assim, meu algo
(já nem mais sei qual o sentido de meu, uma vez que, não partindo de mim, não me pertença.
Mas como poderia não me pertencer, se estava aqui?
Tenho como prova da minha propriedade sobre o algo
Muitos outros algos ameaçando minha sanidade)
Não consigo nem posso escrever
Jamais seria total minha sinceridade
Pensamentos não podem, simplesmente, ser resumidos em palavras
São incompatíveis
Não são feitos da mesma matéria
Quererão, por fim, materializar-se os pensamentos?
Algumas conversões custam-nos caros
Talvez aos pensamentos custe-lhes a essência
Outras mãos, entretanto, escreveram meus algos
Independente de quem seja o vil ladrão
Fez-me um favor:
Traduziu em palavras todas as irrealidades de minha alma
Não consigo falar, nem me fazer entender aos outros
Sempre quero dizer algo (não que esse algo seja algo importante
é simplesmente algo a ser dito
muito embora devêssemos escolher o silencio ao turbilhão de palavras.
estas geralmente soam torpes
ou, pelo contrário, o torpe seja quem as receba)
Sempre quero dizer algo
Mas esse algo não sai como algo
Sai como aquilo ou isto ou coisa
Nunca algo
Tento, tento, tento
Gasto mãos, dedos, folhas e tinta
Em vão
A maioria das palavras acabam em vãos
Vãos de sintaxe, lixeiras, esquecimentos
E depois, quando desisto de escrever o tão almejado algo,
Eis minha surpresa: já ele está escrito por outras mãos que não as minhas
O meu algo, decodificado em outro papel por outras mãos
Talvez não exatamente como gostaria de tê-lo escrito
Invariavelmente se encontra em melhores colocações
Em tudo mais, melhor
O algo afanado de meus pensamentos, escrito antes mesmo que eu o concebesse
Mas, ainda assim, meu algo
(já nem mais sei qual o sentido de meu, uma vez que, não partindo de mim, não me pertença.
Mas como poderia não me pertencer, se estava aqui?
Tenho como prova da minha propriedade sobre o algo
Muitos outros algos ameaçando minha sanidade)
Não consigo nem posso escrever
Jamais seria total minha sinceridade
Pensamentos não podem, simplesmente, ser resumidos em palavras
São incompatíveis
Não são feitos da mesma matéria
Quererão, por fim, materializar-se os pensamentos?
Algumas conversões custam-nos caros
Talvez aos pensamentos custe-lhes a essência
Outras mãos, entretanto, escreveram meus algos
Independente de quem seja o vil ladrão
Fez-me um favor:
Traduziu em palavras todas as irrealidades de minha alma
sábado, 3 de maio de 2008
Confissão Sobre a Insanidade (ou Sobre a Verdade Desnuda) - prólogo

Já que farei uma confissão, em primeiro lugar, preciso confessar que irei confessar. Tal qual um Dante às avessas (saí do Paraíso para ir às profundezas do Inferno). Mas devo confessar que, ao decorrer de minha caminhada, de minha exaustiva caminhada, que me tem esgotado diariamente até a última das forças, tem-me feito sangrar até a última gota, percebi que, na realidade, efetivamente saía do Inferno; mas sem a confortável certeza de um dia chegar ao Paraíso. O mais perigoso do inferno é que, quando se está nele, tem-se a certeza de que se está no Paraíso; no Inferno, temos relativa paz. Agora, presa nos confins do Purgatório, não sei dizer se o paraíso existe, mas algo aparece em minha frente, ainda disforme, ainda irreconhecível. Posso ter andado em círculos e voltado ao inferno? Se voltei, será para avisar a todos que existe mais do que apenas o inferno. Se vão acreditar em mim ou me mandar para a primeira clínica psiquiátrica que encontrarem, eu não sei. Só tenho uma certeza: minha confissão não terminará por aqui. Apenas preciso de tinta e papel para prosseguir.
(texto escrito por Nemesis. Acesse
http://twisted-fury.blogspot.com para ler o Manifesto da Insanidade (ou da Verdade Desnuda))
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Tarde

Era uma sexta feira chuvosa e fria, um daqueles dias excelentes para se ficar em casa com uma caneca de leite quente vendo um bom Almodóvar. O leite havia acabado e caía muita água para ir a uma locadora. Então se contentou com o filme da televisão (devia tê-lo visto pelo menos umas 3 vezes) e um suco de mamão com laranja de saquinho (odiava esse tipo de alimento industrializado). Viu o filme sobre uma família que se perde na selva (?) com a mesma atenção dispensada ao jornal que nem viu começar. Ouviu algo como uma enchente em algum lugar do planeta, não sabia nem o país. Nem tentou descobrir onde era. Também não se importou com o escândalo político de algum deputado corrupto nem com o caso de uma atriz norte-americana presa por dirigir alcoolizada. Não se importava com muita coisa ultimamente. Desligou a televisão, que não lhe interessava em nada. Estava perdido, o pensamento longe. Tinha antes tantas teorias, mas nos últimos tempos não conseguia mais ter certeza de nada. Não tinha certeza de nada, mas ainda assim pensava em muitas coisas. E justamente por não ter mais certeza, conseguia ver muitos outros lados que antes lhe eram obscuros, ofuscados pela claridade da certeza. Tentou sentar-se e escrever algo, despejar um pouco daquele muito de idéias que fervilhavam em sua cabeça. Queria escrever, mas não conseguia. As idéias se perdiam em algum ponto do caminho entre a cabeça e as mãos. A bic azul não conseguia delimitar as palavras que desciam pelas fibras nervosas desde o córtex pré-frontal pelo plexo braquial até a mão e os dedos. A bic azul não tinha nada a ver com essa incapacidade de expressão. Desistiu de escrever. Largou a caneta, amassou a folha branca de papel que seria seu rascunho e atirou-a no lixo. Abriu a janela do quarto e percebeu que já não mais chovia. O céu transmutara-se em um rosa acinzentado, “lindo”. Sentou-se mais uma vez, mas novamente as palavras fugiram-lhe. Não lhe eram tão afáveis no papel quanto lhes eram nos pensamentos. Resolveu deixá-las onde prefiriam quedar-se. Ligou novamente a televisão e, mais uma vez, perdeu-se em pensamentos, longe da novela das 8.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Solilóquio

Já aconteceu de você não ver passar um dia?
parece que ele não existiu
que foi sonho, que foi imaginação, que não foi
que nada do que foi, foi, embora tenha sido
agora mesmo, parece que é de mentira
como um estado de torpor...
vejo as coisas acontecendo, faço as coisas, mas parece que só to imaginando
parece de mentira
depois vejo que foi tudo de verdade, que foi sério
como se eu assistisse a uma guerra em um filme
uma guerra onde eu mesma sou personagem, por vezes central
do bem, do mal
e só depois eu me desse conta que foi de verdade
que teve morte e gente machucada...
mas parecia que eu só tava assistindo de longe
minha vida tem sido assim
mas é estranho
parece que não é nada sério
e então parece sério demais
não tem meio termo: ou é tudo brincadeira ou é tudo trágico
eu ainda não descobri como sair disso
e assim tenho vivido toda minha vida
só que de uns tempos pra cá parece que to percebendo mais
sentindo mais
sofrendo mais
ultimamente não consigo ver finais...
muito menos felizes
e ainda assim, não parece de verdade...
talvez não seja mesmo
só uma grande e elaborada brincadeira
domingo, 20 de abril de 2008
A palo seco

O cansaço pesando-lhe como pedra no estômago. A fumaça tóxica do cigarro entrando e saindo dos pulmões sem, contudo, levar um pelo menos um fragmento daquele peso que, do estômago, já havia se espalhado para os braços, pernas, olhos e vontade própria. Uma pedra grande e pesada sufocando sua vontade. Nem sabia mais de que. Queria, mas não sabia mais o motivo daquele querer. Um quase querer esmagado pelo peso da realidade que ele nem via mais. Ou talvez visse, mas não conseguia mais distinguir o que era verdade e o que não era, tão obliterado estava por sua melancolia. Melancolia essa sempre presente, tanto que se sentia ausente de si mesmo. De si e de tudo que o cercava. Ultimamente, a ausência tinha sido peça chave, presença marcante em sua vida ausente de vida. Já se acostumara com a solidão. Tanto, que essa era sua maior companheira. E, por mais que se apiedasse de si mesmo e tentasse se culpar de todas as maneiras possíveis...
Chegou em casa e sentiu medo. Medo de ter perdido o pouco que restava, e não restava muito. Na verdade, não restava nada. Mas o nada tinha sido seu companheiro desde que. Não se lembrava mais desde quando. A estranha presença do nada ecoando, fazendo barulho. Já havia se acostumado com, embora ainda doesse. Uma dor regada cuidadosamente. No fundo, ele gostava da dor.
terça-feira, 8 de abril de 2008
Gaiola

As coisas eram estranhas. Tantos sentimentos confusos e contraditórios ao mesmo tempo. Uma revoada de todos os pássaros na mesma pequena gaiola.
Tristeza lamacenta, felicidade eufórica, depressão avassaladrora, angústia corrosiva, tranquilidade irritante, risada incontrolável, choro mais incontrolável ainda. E tudo completamente incoercível.Completamente intrigante, completamente vivo. Não sabia nunca o porque de cada sentimento, mas eles estavam todos ali, alternando-se num ciclo aleatório, insensato. Indescritível.
Algumas vezes, somente o vazio, escuro, frio, arrepiante. Outras, só o coração batendo forte, tão forte que chegava a machucar. Batia e batia doído, preso por cordoalhas tendinosas e algum sentimento que ela não conseguia entender. A água acumulando-se nos olhos, borrando a vista, distorcendo as palavras, molhando o rosto, escorrendo a maquilagem, salgando a alma e aliviando a boca, que não sabia mais formar palavras, só sabia amargar a dor das lágrimas e do músculo pulsátil preso ao peito.
Só sentia.E esperava que a gaiola suportasse tantas asas.
sábado, 8 de março de 2008
mônadas

Somos mônadas, como várias ilhas distantes umas das outras separadas por um vasto e desconhecido oceano. Mas existem pontes entre essas mônadas, janelas que se abrem diretamente para outras ilhas, que fazem contato, que estabelecem relações e a dor de um é a dor de todos porque todos somos mônadas, ilhas solitárias feitas da mesma matéria bruta e insensível, cercadas prlo mesmo bravo e incompreensível mar escuro, que vai, aos poucos, tragando as mônadas, uma a uma, num ciclo ininteligível, indecifrável, ilógico. E ele não escolhe as mônadas, não quer as solitátias, ou as tristes ou as que se cansaram de ser mônadas. Não. Ele não tem critérios, sua sentença é aleatória. E definitiva.
Posso sentir a água, o vento, o calor, o frio, a energia... só não consigo encontrar uma teoria, uma lógica, um sentido. Qualquer coisa...
segunda-feira, 3 de março de 2008
carrossel
cheia
de tanta falta
cansada
de tanto nada
exausta
rodando e rodando
como em um carrossel
sem começo nem fim
completamente sem sentido
de tanta falta
cansada
de tanto nada
exausta
rodando e rodando
como em um carrossel
sem começo nem fim
completamente sem sentido
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
sons
pra que tanto alarde?
fale baixinho
quero escutar o som
do escuro
o barulho inebriante
do silêncio da noite
fale baixinho
quero escutar o som
do escuro
o barulho inebriante
do silêncio da noite
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Feiticeira noturna
Diáfano manto de poeira celeste
Que não encobres nem escondes
Mas emprestas à lua um ar
De mistério e sensualidade
Claro brilho encantador!
Fazes devanear os enamorados
E enamoras os solitários
Oh, não! Nuvem ingrata!
Não me prives do frio calor
Meia lua inteira
Não esta noite!
Deixe-me cantar
Uma última serenata
E dormir em paz
Que não encobres nem escondes
Mas emprestas à lua um ar
De mistério e sensualidade
Claro brilho encantador!
Fazes devanear os enamorados
E enamoras os solitários
Oh, não! Nuvem ingrata!
Não me prives do frio calor
Meia lua inteira
Não esta noite!
Deixe-me cantar
Uma última serenata
E dormir em paz
domingo, 17 de fevereiro de 2008
taça quebrada
as lágrimas quentes
desciam pelo rosto triste
misturavam-se ao vinho doce
caiam na boca
no sangue vermelho
espalhando-se pelo corpo
correndo nas veias
causando alívio, torpor
o torpor transformando-se em êxtase
lágrimas, vinho, sangue
lágrimas confusas
vinho barato
risos tristes
o êxtase convertendo-se em força
o sangue viscoso
escorrendo-lhe pelas mãos
o vidro indiferente tingido
mistura vermelha, quente,doce
de lágrimas, vinho, sangue
desciam pelo rosto triste
misturavam-se ao vinho doce
caiam na boca
no sangue vermelho
espalhando-se pelo corpo
correndo nas veias
causando alívio, torpor
o torpor transformando-se em êxtase
lágrimas, vinho, sangue
lágrimas confusas
vinho barato
risos tristes
o êxtase convertendo-se em força
o sangue viscoso
escorrendo-lhe pelas mãos
o vidro indiferente tingido
mistura vermelha, quente,doce
de lágrimas, vinho, sangue
sábado, 16 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
quanto a mim
Quanto a mim
vejo a vida através de uma janela
o dia claro ofusca meu reflexo
no vidro transparente
e então, são pernas e pés
cansados
e não sou mais
só o claro, lá fora
vejo a vida através de uma janela
o dia claro ofusca meu reflexo
no vidro transparente
e então, são pernas e pés
cansados
e não sou mais
só o claro, lá fora
sábado, 9 de fevereiro de 2008
ei menina!
se cada dia
fosse uma poesia,
talvez valesse
as penas que sinto
de mim
-Ei menina! Aonde vai com tanta pressa?
-Vou viver!
-Ei menina, vá com calma
Que a vida engana
E o caminho é traiçoeiro
Cuidado, para não correr demais
E tropeçar nos próprios pés
não me ouviu.
já foi ela.
fosse uma poesia,
talvez valesse
as penas que sinto
de mim
-Ei menina! Aonde vai com tanta pressa?
-Vou viver!
-Ei menina, vá com calma
Que a vida engana
E o caminho é traiçoeiro
Cuidado, para não correr demais
E tropeçar nos próprios pés
não me ouviu.
já foi ela.
eterna dança
a eterna dança do certo e errado
dois pra lá, dois pra cá
giro.
sempre sei o que é certo e o que é errado
como um maestro conduzindo a música
os passos
a dança.
por que os pés recusam-se a seguir a música?
incorrigível bailarina
erra os passos
trai o maestro
banaliza a platéia.
e nauseada pela dor
chora sozinha em seu camarim
mas amanhã, ah amanhã!
ainda o quente e salgado no gosto
ela vai
a eterna dança
e fora do compasso.
dois pra lá, dois pra cá
giro.
sempre sei o que é certo e o que é errado
como um maestro conduzindo a música
os passos
a dança.
por que os pés recusam-se a seguir a música?
incorrigível bailarina
erra os passos
trai o maestro
banaliza a platéia.
e nauseada pela dor
chora sozinha em seu camarim
mas amanhã, ah amanhã!
ainda o quente e salgado no gosto
ela vai
a eterna dança
e fora do compasso.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
outros pontos (quero escolher o reflexo da lua em mim)
minhas idéias estão bem confusas, principalmente quando resolvo entreabrir algumas portas.
Talvez elas sejam perigosas, e não pelo que existe do outro lado delas, mas sim pelo que vou querer ver. lá não existe nada concreto. existem invenções. minhas invenções. as portas, somente, separam-me de um quarto vazio. (vazio). nem grande nem pequeno, nem branco nem preto, nem quente nem frio. um quarto. vazio. e lá posso ver o que eu quiser. inventar, imaginar, CRIAR!
posso ver o que eu quiser como eu quiser a qualqrer e a toda hora. é meu! CRIAÇÃO
(posso, talvez, não conseguir mudar as criações anteriores, porque, ao criá-las, dei-lhes vida, e agora elas não mais me pretencem)
mas posso reinventar o modo de criação posso parar de inventar pontos finais.
existem outros pontos
não só gramaticais...
Talvez elas sejam perigosas, e não pelo que existe do outro lado delas, mas sim pelo que vou querer ver. lá não existe nada concreto. existem invenções. minhas invenções. as portas, somente, separam-me de um quarto vazio. (vazio). nem grande nem pequeno, nem branco nem preto, nem quente nem frio. um quarto. vazio. e lá posso ver o que eu quiser. inventar, imaginar, CRIAR!
posso ver o que eu quiser como eu quiser a qualqrer e a toda hora. é meu! CRIAÇÃO
(posso, talvez, não conseguir mudar as criações anteriores, porque, ao criá-las, dei-lhes vida, e agora elas não mais me pretencem)
mas posso reinventar o modo de criação posso parar de inventar pontos finais.
existem outros pontos
não só gramaticais...
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
é melhor ser alegre que ser triste
muito pior que as feridas que sangram
(aquelas de dor aguda, lancinante
alucinante
as feridas abertas, expostas
sangue vivo, coágulos, infecção)
são as feridas dolentes
aquelas que não se expõem,
aquelas que não se vêem
aquelas que só se sentem
doer,
queimar,
latejar
e elas vão latejando e latejando e latejando...
como se quisessem sair
como se quisessem voar
como um passarinho preso
piando baixinho por sua liberdade
música constante, gélida
flauta doce quase sem voz
triste,
quase bonita
(aquelas de dor aguda, lancinante
alucinante
as feridas abertas, expostas
sangue vivo, coágulos, infecção)
são as feridas dolentes
aquelas que não se expõem,
aquelas que não se vêem
aquelas que só se sentem
doer,
queimar,
latejar
e elas vão latejando e latejando e latejando...
como se quisessem sair
como se quisessem voar
como um passarinho preso
piando baixinho por sua liberdade
música constante, gélida
flauta doce quase sem voz
triste,
quase bonita
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
terça-feira de cinzas
no carnaval da alegria
um desfile de misérias
ela bebeu
cantou
dançou
se esbaldou pelo salão
sob as marchinhas e os olhos
o samba e a água forte
escondeu a tristeza
com uma máscara de alegria
camuflou a dor
com fitas coloridas
a luz acendeu
a música cessou
sem momos e palhaços
pierrôs e colombinas
acabou o brilho
derreteu a maquilagem
as fitas sem cor
a quarta emprestando à terça suas cinzas
e ela feliz
porque não precisava mais estar feliz
um desfile de misérias
ela bebeu
cantou
dançou
se esbaldou pelo salão
sob as marchinhas e os olhos
o samba e a água forte
escondeu a tristeza
com uma máscara de alegria
camuflou a dor
com fitas coloridas
a luz acendeu
a música cessou
sem momos e palhaços
pierrôs e colombinas
acabou o brilho
derreteu a maquilagem
as fitas sem cor
a quarta emprestando à terça suas cinzas
e ela feliz
porque não precisava mais estar feliz
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Flor!
Tudo que preciso
é um pouco de tristeza
e inventar alguma dor
refugiar-me dentro de mim
cápsula protetora
casca, calo
máscara
talvez me consumir
chegar ao fundo
melancolia
pra me descobrir
alegria
existe mais que tristeza
na tristeza
e mais que dor
na dor
Flor!
é um pouco de tristeza
e inventar alguma dor
refugiar-me dentro de mim
cápsula protetora
casca, calo
máscara
talvez me consumir
chegar ao fundo
melancolia
pra me descobrir
alegria
existe mais que tristeza
na tristeza
e mais que dor
na dor
Flor!
domingo. carnaval.
Complicado.
quando algumas coisas começam a parecer fáceis, elas logo se mostramm difíceis
muito difíceis.
mais do que antes de elas começarem a parecer fáceis
nem sei se consigo classificar meu problema
não existe um problema
existe "eu"
e isso é um problema
Tenho medo.
muitos medos
Queria ficar alegre e rir e sair e divertir-me
mas hoje, hoje, domingo, carnaval
as pessoas felizess
as pessoas animadas
as pessoas
E eu não quero.
queria a beira do rio
e conversar
e cantar
ou silenciar,
simplesmente
Hoje sou uma interrogação.
(ao estilo espanhol, um ponto antes e um outro depois da pergunta)
a única coisa que não sei é
qual a pergunta?
"Como o ser humano um dia fez
uma pergunta sobre si mesmo,
tornou-se o mais ininteligível
dos seres."
Clarice Lispector
quando algumas coisas começam a parecer fáceis, elas logo se mostramm difíceis
muito difíceis.
mais do que antes de elas começarem a parecer fáceis
nem sei se consigo classificar meu problema
não existe um problema
existe "eu"
e isso é um problema
Tenho medo.
muitos medos
Queria ficar alegre e rir e sair e divertir-me
mas hoje, hoje, domingo, carnaval
as pessoas felizess
as pessoas animadas
as pessoas
E eu não quero.
queria a beira do rio
e conversar
e cantar
ou silenciar,
simplesmente
Hoje sou uma interrogação.
(ao estilo espanhol, um ponto antes e um outro depois da pergunta)
a única coisa que não sei é
qual a pergunta?
"Como o ser humano um dia fez
uma pergunta sobre si mesmo,
tornou-se o mais ininteligível
dos seres."
Clarice Lispector
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Lua... e mais. Pra quem gosta
Mais que a lua,
foi tua luz brilhante como o sol
brilho alto e fugaz,
brilho longe e distante,
meia lua inteira...
banho de todo luar
no momento instantâneo
de um olhar...
brilho pálido,
baço,
ofuscando a luz do imponente sol.
astro-rei reduzido a príncipe,
menos, duque
menos ainda, conde!
Hoje? que horas? onde?
nada mais me importa,
só sei que quem gosta, gosta!
não há quem desgoste.
e a lua só,
impassível, clara, indiferente,
brilha,
reluz.
pausa.
para vislumbrar a luz
da lua, tua, você nua
a luz que na luz dos teus olhos reluz
pede, pode, peque!
não existe pecado ao sul do equador.
o que existe é simples!
simples, igual, oval como a terra
útero,
úmido,
cheio!
como teu olhar,
como o sol,
como a lua.
por Quem Gosta Gosta 2008
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Epifania!
Ultimamente tenho sofrido epifanias
epifaniazinhas
pequenos pontos de luz que iluminam o úmido escuro do vazio
um vazio quente, abafado, pegajoso
perigoso
mas sempre surgem pequenos pontos
pequenos pontos
pontinhos
...
epifaniazinhas
pequenos pontos de luz que iluminam o úmido escuro do vazio
um vazio quente, abafado, pegajoso
perigoso
mas sempre surgem pequenos pontos
pequenos pontos
pontinhos
...
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
sabotagem II
o nada fechando a janela do quarto escuro
o tudo abrindo as cortinas para o sol do meio dia
escuro, frio demais
claro, intenso demais
quero vingança
saboto ambos
com uma grande taça de milk shake de chocolate
o tudo abrindo as cortinas para o sol do meio dia
escuro, frio demais
claro, intenso demais
quero vingança
saboto ambos
com uma grande taça de milk shake de chocolate
48 quilos (ou erro de Caetano)
mora na filosofia
pra que rimar
amor e dor?
o certo seria
amor, dor e melancolia.
pra que rimar
amor e dor?
o certo seria
amor, dor e melancolia.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
ao som do jazz
ser
des-ser
queimar consumir
desnudar afundar implodir
des-ser
queimar consumir
desnudar afundar implodir
enlouquecer desracionalizar desfazer
desaprender explodir estraçalhar despacienciar
desconstruir perder se perder acabar se jogar cegar ensurdecer
gritar correr pular eliminar desconsiderar esquecer desdirecionar
desinfluenciar desopor desorientar mergulhar descascar destruir
desejar desintupir lançar desconhecer descamar desapoiar cair
cambalear desolidificar mergulhar abismar afundar despersonalizar
destronar desconscientizar desiludir desescalar desmitificar
desmetaforizar pacienciar desbeirar destemer
exteriorizar desteorizar desalojar
interiorizar processar
culminar!
desaprender explodir estraçalhar despacienciar
desconstruir perder se perder acabar se jogar cegar ensurdecer
gritar correr pular eliminar desconsiderar esquecer desdirecionar
desinfluenciar desopor desorientar mergulhar descascar destruir
desejar desintupir lançar desconhecer descamar desapoiar cair
cambalear desolidificar mergulhar abismar afundar despersonalizar
destronar desconscientizar desiludir desescalar desmitificar
desmetaforizar pacienciar desbeirar destemer
exteriorizar desteorizar desalojar
interiorizar processar
culminar!
morrer
nascer
ser
ar
ser
ar
domingo, 27 de janeiro de 2008
entre minhoquinhas e poeminhas
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
gris
queria eu a beleza dos olhos do poeta
enxergar o colorido do cinza
a alegria da tristeza
o sorriso secreto das lágrimas frias
enxergar o colorido do cinza
a alegria da tristeza
o sorriso secreto das lágrimas frias
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Desolasespero
Triste de novo. De novo e sempre. Acho que já me acostumei com essas varaições de humor. Na verdade elas nem me incomodam mais. Só fico mal quando fico mal. É, ficou pouco explicativo, sempre fui péssima com explicações, especialmente endereços. Consigo me perder na rua de casa. A completa desorientação no tempo-espaço, mas tudo bem também. O problema é que algumas vezes me bate um sentimento estranho, algo como uma mistura de desolação e desespero. Uma desesperação ou um desolasespero. Como diria a Sara, isso não é legal. Meio paranóica sabe, tudo acaba parecendo uma conspiração (hahaha), todas as atitudes têm uma causa secreta, nada é o que parece e as pessoas sempre são ruins, nunca gostam de verdade uma das outras e tudo se resume a jogos de interesses. E eu sempre sou uma perdedora em todos os jogos. A menos inteligente, a menos interessante, a menos agradável, a que não sabe se comportar, e, o tcham tcham tcham, o pior de todos, a mais paranóica. Rssa paranóia me assusta tanto.. paranóia de ser paranóica. Nossa, que pira. Só que não consigo me desligar dessas coisas nem um minuto, e aí já não consigo mais interagir com as pessoas, meu mundinho de conspirações e não consigo fazer mais nada. Tenho tanto medo. Fico pensando nisso o tempo todo. (por isso o medo das portas). Tenho tanto medo de não me encaixare no perfil de "normalidade". Queria que fosse tudo só uma fase, porque sempre tenho essas fases, mas cada vez fica pior. Ai, como eu odeio isssooo.Ainda bem que aqui tem chocolate. Pra esconder os mofos desse morango
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Escorpião
Intensidade e paixão são importantes traços. Podem entregar-se a um propósito, ou pessoa, de corpo e alma, e não deixarão que as dificuldades os esmoreçam. Porém, são bastante melindrosos e ofendem-se por questões irrisórias. Rancorosos e vingativos, irão perseguir a revanche com a mesma persistência. Já que mantém parte de suas emoções reprimidas, os amigos jamais sabem até onde sua obstinação é movida por amor ou pelo ódio, ambos em níveis extrapolados.Os escorpianos gostam de trabalhar em equipe e em tarefas comunitárias. São possessivos, como os taurinos, mas com relação a pessoas. Podem até sentir-se dono delas, pois tendem a ser mandões e querer que tudo saia como eles desejam. Suas relações íntimas costumam ser magnéticas, bem como carregadas de drama. São bastante atraentes e eróticos. O sexo é parte essencial de suas vidas. Vêem o orgasmo como um portal dimensional, através do qual podem comungar do momento da criação.Altos e baixos são uma constante em as vida. Dado que são sigilosos com relação ao que sentem, guardarão suas emoções dentro de si, até que transbordem ou entrem em erupção. A depressão inevitavelmente os levará para o pior dos infernos, mas é justamente aí que se encontra a chave para sua recuperação. Pois os escorpianos conhecem bem as profundezas da alma e possuem uma capacidade de regeneração espantosa. Retrair-se ao abismo é sua forma de expurgar as dores e as frustrações, para que consigam retornar purificados ao mundo, como uma fênix que renasce das próprias cinzas.A intuição é um de seus pontos fortes, bem como a pesquisa. Acostumados à mistérios e segredos, sua mente possui a perspicácia e a intensidade necessárias para aprofundar-se em alguma questão. São pessoas com um grande apelo pelo oculto e pela ciência.Na mitologia, os escorpião é um animal associado com a morte. A morte se representa na atitude do escorpiano de duas formas. A primeira é sua habilidade de morrer simbolicamente e renascer renovado. A segunda é sua habilidade de "matar", pois ele tem em si a habilidade de focar seu ódio e sua perversidade em botes certeiros e peçonhentos. O veneno do escorpiano pode estar em sua crítica, nas palavras de desprezo ou nas intrigas que cria por vingança; pode estar mesmo apenas em seu olhar.
Aquário
Inovação, cooperação e revolução são as palavras que melhor definem seu gênio irrequieto. Por onde passar o aquariano estará procurando quebrar as regras, e incitar a anarquia. Ao seu ver, a liberdade e a espontaneidade são uma das poucas coisas que realmente precisam ser incutidas na mente das pessoas. Aquarianos gostam de trabalhar em grupos. Acreditam que cada um tem potencial próprio, independente de cor, credo, sexo ou idade. Mas ao mesmo tempo são extremamente individualistas. Abominam qualquer espécie de prisão, principalmente emocional.Não chegam a ser frios como os nativos de capricórnio, mas emoção também não é seu forte. Seus ideais de fraternidade e igualdade baseiam-se sobretudo na racionalidade. Isso adquire às vezes uma coloração curiosa: o aquariano será capaz de insistir em fórmulas ideológicas utópicas ou impraticáveis, sem conseguir pensar nas questões mais básicas e subjacentes ao problema. Esse distanciamento da realidade é um risco constante em sua vida. A realidade lhe parece tão brutal, que ele pode rejeitá-la como um todo, recusando-se a ver nela algo de bom. Sua atitude chega perto da de um adolescente imaturo, cuja única diversão é contrariar a ordem preestabelecida.São indivíduos bastante liberais. Costumam ter muitos amigos, e apreciam ficar várias horas ao seu lado. Não é incomum tratarem seus próprios parceiros amorosos como amigos, sem lhes dar qualquer privilégio adicional por estarem com eles dividindo a cama.São visionários, sempre a olhar para o futuro, debochando do passado e ignorando o presente. Às vezes tornam-se tão aéreos (ar é inclusive o seu elemento), que as pessoas os consideram loucos, esquisitos e excêntricos. Sem contato com o mundo real, o aquariano se embevece com seus altos vôos e pode condenar a si mesmo, como Ícaro.Na mitologia, o signo é representado ora por um jovem, ora por um velho. Ambos trazem uma ânfora cheia d'água, que derramam ao solo. A imagem simboliza a capacidade do aquariano de trazer novas idéias ao mundo. O inconsciente flui através de suas mãos, tornando-o instrumento para a busca de soluções originais e descobertas transformadoras.
Assinar:
Postagens (Atom)
