terça-feira, 27 de outubro de 2009

Teorias de Amor

III
Cômico.
O amor termina em cinismo ou tragédia.
Ou ambos.
Raramente (mas pode acontecer) rende uma boa comédia.

Teorias de Amor

II
A partir do momento inicial ("Topo"), considerações de qualquer natureza devem ser abolidas. "Pensar" é verbo incongruente com "Amar" (princípio da abobrinha).


(especial para Nemesis)

sábado, 10 de outubro de 2009

Teorias de Amor

I
No amor, o primeiro requisito é, parafraseando Zina:
TOPO, POR QUE NÃO, TOPO!
O resto é consequência.

domingo, 4 de outubro de 2009

Pensamentinho

Posso ser uma pamonha ,
porém a alma é de milho.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Best Seller

"CURE-SE DA DEPRESSÃO ATRAVÉS DO HUMOR"

Prólogo: ria!

Capítulo I: sorria!

Epílogo: bom, tinha um pintinho chamado Relam.
Um dia choveu.
E Relam piou!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Também quero participar (da isbórnia)

-Na década de 80 eram os Rebeldes sem causa. Hoje são os políticos sem causa. Os rebeldes davam menos trabalho, só "enchiam o saco" dos pais, enquanto nossos estimados políticos enchem os bolsos, com o dinheiro de todo o resto.


-Sabe, falar de política é bem legal, qualquer porcaria serve. E vem a calhar. Porque, por maior a incoerencia que eu diga, vai ser sempre menor que uma vinda de Brasília.


-Sem mais, somente exercendo meu direito (democrático) de falar besteiras em público.
E de graça!

Homo sapiens

"Dei um tempo" em escrever. Melancolia cansa.
Mau humor não dita bons textos, não tem muito apelo emocional. Onde estão o sofrimento, a dor e as lágrimas? Se não for a dor de viver, a inconstância do ser e o ceticismo acerca do sentido da vida, o que me sobra? Mas nem um vão saudosismo?! Demasiado piegas.
Bom, posso falar do tempo, da programação da tv, da política nacional... putz! não dá! caio de novo na falta de sentido, na incostância do ser e na dor de ver algumas pessoas viverem (desaguando tragicamente no mau e antiético humor negro).
Enfim, pra não perder a noite: já houve, sim, bons políticos. Mas eles supostamente evoluíram e hoje são chamados de Homo sapiens.

terça-feira, 14 de julho de 2009

boa noite

Viver não é fácil. Viver não é previsível, não sei o porquê.
Queria falar. Queria tirar esse monte de tralha que fui colocando em cima dos sentimentos (ou no lugar deles). Falar pra ver se desintoxico minha mente. Falar pra ver se libero espaço em mim para poder viver, poder flutuar...
Mais uma vez, entre tantas, vou dormir com as palavras não ditas. Vou dormir com um emaranhado de palavras engolidas a seco, pesando mais na alma que no estômago. Vou dormir com as palavras misturando-se umas com as outras e passando a ser somente palavras, sem sentido algum.
Além das palavras, vou dormir também com algumas lágrimas não derramadas, alguma culpa reprimida e muitos sentimentos não sentidos....
Enfim, uma noite como as outras.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

olhos

Mundinho engraçado.
Tem pandemias, epidemias e endemias. Tem também catástrofes, alguns vendavais, tempestades, acidentes com muitas vítimas e recentemente um tsunami. Algumas guerras, um pouco de guerra civil e eventualmente uma guerrilha em algum país sul americano. Tem também a fome, o frio e o calor. Não nos vamos esquecer do terrorismo, biopirataria. Tem também a pirataria, sem o "bio". mas não precisamos ir muito longe... em uma microesfera temos o roubo, o assassinato, o estupro, a intimidalção, o abandono, os maus tratos, a humilhação. Mas podemos chegar um pouco mais perto e vamos ver a inveja, a traição e o egocentrismo, mas nos vamos aproximar uma mais vez: podemos ver a tristeza, a solidão e algumas lágrimas.
Ou podemos ver muitas outras coisas.
Depende dos olhos.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Elevação

Será que somos mais que carne e hormônios? Existe algo mais? Algo que confirme essa nossa mania de "ser sublime"? Enlevo, afinidade, amor, são somente palavras vazias?

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Devaneio matinal

As emoções embaçam nossos sentidos, mascaram a realidade. Parte do que vivemos é simplemente o reflexo da realidade que criamos dentro de nós. Se é assim, como viver? Enclausurar os sentimentos e fiar-nos somente nos instintos? Ou então afogar nossos impulsos antes que eles aflorem e guiar-nos exclusivamente pelo raciocínio e a lógica?
No primeiro caso estaríamos nos rebaixando a mais pura realidade naturalista, ao animalismo. No segundo, seríamos nada mais que máquinas programadas para absorver informações, processá-las e estabelecer uma conduta, verdadeiros robôs.
O mais sensato (e óbvio) é a união parcimônica dos três atributos que nos definem como Homens, Seres Humanos: instinto, emoção e raciocínio.
Parece tão fácil, banal, quase inato... e mesmo assim, com alguns bons mil anos de existência não conseguimos viver em harmonia. E não a quimera da harmonia entre os povos, a paz mundial, o fim das diferenças. Não, aqui, hoje, sonho mais baixo (e tão intangível quanto): a hamônia entre as três entidades e a realidade em cada Ser Humano (incluindo-me).
Talvez, assim, um dia, a palavra Humano seja verdadeira em seu sentido.

domingo, 21 de junho de 2009

Escolhas

Entre tantas vidas, qual delas viver?

sábado, 30 de maio de 2009

II (pausa)

Algumas vezes me distraio, de mim, dos meus medos, dúvidas, frustrações, e então, inexplicavelmente, eu vivo. Em uma pausa sem querer da minha vida, eu vivo.
Mas é só até eu perceber.

sábado, 2 de maio de 2009

Já (não) sei

Não vou mentir pra mim mesma. Mas o que é ser sincero, mesmo que não se tenha ninguém a quem confessar, mesmo que não se tenha o que confessar? O que é que fica guardado dentro de não sei onde que gera tanta dúvida, tanta angústia? O que tanto faz falta? O que procuramos, desesperadamente?
Pra ser sincera (comigo mesma,e pra mais ninguém), espremer minha alma até saírem gotas de sinceridade... Sei o que procuro, por mais piegas que pareça (ou realmente seja).
Procuro um sentido que não existe, e esse medo irracional da solidão. Essa necessidade mórbida de companhia, de aceitação, de alguém que faça as minhas certezas certas... Esse inevitável sentimento de não se sentir sozinho...
Esse fatal erro de procurar em outro o que não se encontra em si.

sábado, 11 de abril de 2009

Desejos

Desejo os desejos, não suas realizações...
A inconstância do sentir provoca arrepios

solidão é chuva

Por esses dias, li uma frase que me deixou atordoada. Não consegui entender o que o autor quis expressar (aliás, não consigo me lembrar de quem é, mas vou ser absolvida, estelionato é crime, falta de memória, nem sempre). Enfim, uma frase simples, extremamente simples, que me fez pensar em mais de um milhão de coisas diferentes e não me fez chegar a conclusão nenhuma. Mas me deixou um gosto de terra molhada de chuva de fim de tarde, quando ainda tem um restinho de sol, aquela chuva fina, mas firme, que só pode ser saboreada acompanhada de si mesmo e mais ninguem; aquela chuva que começa gotinhas de sol e vai se intensificando até causar um certo frio, mas fica tão bom, que mesmo com frio não dá vontade de sair dali, porque além de chuva, do céu caem raios de sol... chuva de finzinho de tarde; solidão gostosa, aquela em que você não se sente sozinho...
(Tem as escuras e tempestuosas, mas não são esses cheiros pesados e trovoados que me invadem o corpo e a memória... só o cheiro de sol, chuva, solidão e terra molhada...)

sábado, 21 de fevereiro de 2009

desespero

Ah,como somos desatentos!
Quantas vezes passamos os dedos por nosso corpo e nos esquecemos de sentir a textura da pele,
ou então passamos depressa demais para sentir o arrepio doce do toque delicado
Quantas vezes respiramos sem sentir o ar entrando nos pulmões, expandindo o tórax, inundando de vida nosso peito
inspiramos e expiramos o tempo todo, mas nunca degustamos o prazer do movimento, as batidas do coração,ligeiro ou descansado
Quantas vezes falamos e falamos, por horas, sem nunca sentir o timbre da voz, sem entender o sabor íntimo de cada palavra
Quantas vezes andamos sem experimentar o contato dos pés com o chão, sem verdadeiramente ligar-se à Terra
Queixa-mo-nos dos odores fortes e desagradáveis, mas nos esquecemos do sutil aroma da madrugada e suas estrelas frias
Ah, como somos levianos!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

uma nova teoria

uma nova teoria: viver sem teoria
deixo as perguntas para os céticos e filósofos
simplesmente ir vivendo
sem mais não-pensar para não sofrer
não não-pensar, mas não se torturar mais com pretensas teorias
simplesmente ir vivendo
uma nova teoria
uma última tentativa

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

27 de janeiro

uma data engraçada:
sempre um fim
sempre um começo
como todo o resto
algumas outras horas

sábado, 24 de janeiro de 2009

kamikaze (ou drama)

Eu sou tortura, tormento
o olho do furacão
puro sentimento
e enquanto minhas chamas queimam e me consomem, o mundo continua parado, impassível, apesar dos meus pensamentos estarem fora de qualquer controle
vertigem, perigo

Eu não vivo, só sinto
vou mergulhando cada vez mais fundo nessa tormenta de sentimentos
todos exagerados, à flor da pele, a pele em fogo, eu em fogo
o furacão arrebatando tudo à volta,
eu no meio
e o curso segue

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

as horas

Paciência, o mundo espera de nós paciência,
enquanto nós esperamos As Horas
e então fingimos
fingimos a dor
fingimos o medo
fingimos a alegria
fingimos a paciência.
Fingimos.
De resto,
As Horas.

E vivemos.
Quase todas elas.
(21/01/09 com o título inicial de "a vida", que nada mais é que "as horas")