quarta-feira, 8 de julho de 2009

Devaneio matinal

As emoções embaçam nossos sentidos, mascaram a realidade. Parte do que vivemos é simplemente o reflexo da realidade que criamos dentro de nós. Se é assim, como viver? Enclausurar os sentimentos e fiar-nos somente nos instintos? Ou então afogar nossos impulsos antes que eles aflorem e guiar-nos exclusivamente pelo raciocínio e a lógica?
No primeiro caso estaríamos nos rebaixando a mais pura realidade naturalista, ao animalismo. No segundo, seríamos nada mais que máquinas programadas para absorver informações, processá-las e estabelecer uma conduta, verdadeiros robôs.
O mais sensato (e óbvio) é a união parcimônica dos três atributos que nos definem como Homens, Seres Humanos: instinto, emoção e raciocínio.
Parece tão fácil, banal, quase inato... e mesmo assim, com alguns bons mil anos de existência não conseguimos viver em harmonia. E não a quimera da harmonia entre os povos, a paz mundial, o fim das diferenças. Não, aqui, hoje, sonho mais baixo (e tão intangível quanto): a hamônia entre as três entidades e a realidade em cada Ser Humano (incluindo-me).
Talvez, assim, um dia, a palavra Humano seja verdadeira em seu sentido.

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