sábado, 8 de março de 2008

mônadas



Somos mônadas, como várias ilhas distantes umas das outras separadas por um vasto e desconhecido oceano. Mas existem pontes entre essas mônadas, janelas que se abrem diretamente para outras ilhas, que fazem contato, que estabelecem relações e a dor de um é a dor de todos porque todos somos mônadas, ilhas solitárias feitas da mesma matéria bruta e insensível, cercadas prlo mesmo bravo e incompreensível mar escuro, que vai, aos poucos, tragando as mônadas, uma a uma, num ciclo ininteligível, indecifrável, ilógico. E ele não escolhe as mônadas, não quer as solitátias, ou as tristes ou as que se cansaram de ser mônadas. Não. Ele não tem critérios, sua sentença é aleatória. E definitiva.
Posso sentir a água, o vento, o calor, o frio, a energia... só não consigo encontrar uma teoria, uma lógica, um sentido. Qualquer coisa...

segunda-feira, 3 de março de 2008

carrossel

cheia
de tanta falta
cansada
de tanto nada
exausta
rodando e rodando
como em um carrossel
sem começo nem fim
completamente sem sentido