terça-feira, 14 de julho de 2009

boa noite

Viver não é fácil. Viver não é previsível, não sei o porquê.
Queria falar. Queria tirar esse monte de tralha que fui colocando em cima dos sentimentos (ou no lugar deles). Falar pra ver se desintoxico minha mente. Falar pra ver se libero espaço em mim para poder viver, poder flutuar...
Mais uma vez, entre tantas, vou dormir com as palavras não ditas. Vou dormir com um emaranhado de palavras engolidas a seco, pesando mais na alma que no estômago. Vou dormir com as palavras misturando-se umas com as outras e passando a ser somente palavras, sem sentido algum.
Além das palavras, vou dormir também com algumas lágrimas não derramadas, alguma culpa reprimida e muitos sentimentos não sentidos....
Enfim, uma noite como as outras.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

olhos

Mundinho engraçado.
Tem pandemias, epidemias e endemias. Tem também catástrofes, alguns vendavais, tempestades, acidentes com muitas vítimas e recentemente um tsunami. Algumas guerras, um pouco de guerra civil e eventualmente uma guerrilha em algum país sul americano. Tem também a fome, o frio e o calor. Não nos vamos esquecer do terrorismo, biopirataria. Tem também a pirataria, sem o "bio". mas não precisamos ir muito longe... em uma microesfera temos o roubo, o assassinato, o estupro, a intimidalção, o abandono, os maus tratos, a humilhação. Mas podemos chegar um pouco mais perto e vamos ver a inveja, a traição e o egocentrismo, mas nos vamos aproximar uma mais vez: podemos ver a tristeza, a solidão e algumas lágrimas.
Ou podemos ver muitas outras coisas.
Depende dos olhos.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Elevação

Será que somos mais que carne e hormônios? Existe algo mais? Algo que confirme essa nossa mania de "ser sublime"? Enlevo, afinidade, amor, são somente palavras vazias?

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Devaneio matinal

As emoções embaçam nossos sentidos, mascaram a realidade. Parte do que vivemos é simplemente o reflexo da realidade que criamos dentro de nós. Se é assim, como viver? Enclausurar os sentimentos e fiar-nos somente nos instintos? Ou então afogar nossos impulsos antes que eles aflorem e guiar-nos exclusivamente pelo raciocínio e a lógica?
No primeiro caso estaríamos nos rebaixando a mais pura realidade naturalista, ao animalismo. No segundo, seríamos nada mais que máquinas programadas para absorver informações, processá-las e estabelecer uma conduta, verdadeiros robôs.
O mais sensato (e óbvio) é a união parcimônica dos três atributos que nos definem como Homens, Seres Humanos: instinto, emoção e raciocínio.
Parece tão fácil, banal, quase inato... e mesmo assim, com alguns bons mil anos de existência não conseguimos viver em harmonia. E não a quimera da harmonia entre os povos, a paz mundial, o fim das diferenças. Não, aqui, hoje, sonho mais baixo (e tão intangível quanto): a hamônia entre as três entidades e a realidade em cada Ser Humano (incluindo-me).
Talvez, assim, um dia, a palavra Humano seja verdadeira em seu sentido.