pra que tanto alarde?
fale baixinho
quero escutar o som
do escuro
o barulho inebriante
do silêncio da noite
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Feiticeira noturna
Diáfano manto de poeira celeste
Que não encobres nem escondes
Mas emprestas à lua um ar
De mistério e sensualidade
Claro brilho encantador!
Fazes devanear os enamorados
E enamoras os solitários
Oh, não! Nuvem ingrata!
Não me prives do frio calor
Meia lua inteira
Não esta noite!
Deixe-me cantar
Uma última serenata
E dormir em paz
Que não encobres nem escondes
Mas emprestas à lua um ar
De mistério e sensualidade
Claro brilho encantador!
Fazes devanear os enamorados
E enamoras os solitários
Oh, não! Nuvem ingrata!
Não me prives do frio calor
Meia lua inteira
Não esta noite!
Deixe-me cantar
Uma última serenata
E dormir em paz
domingo, 17 de fevereiro de 2008
taça quebrada
as lágrimas quentes
desciam pelo rosto triste
misturavam-se ao vinho doce
caiam na boca
no sangue vermelho
espalhando-se pelo corpo
correndo nas veias
causando alívio, torpor
o torpor transformando-se em êxtase
lágrimas, vinho, sangue
lágrimas confusas
vinho barato
risos tristes
o êxtase convertendo-se em força
o sangue viscoso
escorrendo-lhe pelas mãos
o vidro indiferente tingido
mistura vermelha, quente,doce
de lágrimas, vinho, sangue
desciam pelo rosto triste
misturavam-se ao vinho doce
caiam na boca
no sangue vermelho
espalhando-se pelo corpo
correndo nas veias
causando alívio, torpor
o torpor transformando-se em êxtase
lágrimas, vinho, sangue
lágrimas confusas
vinho barato
risos tristes
o êxtase convertendo-se em força
o sangue viscoso
escorrendo-lhe pelas mãos
o vidro indiferente tingido
mistura vermelha, quente,doce
de lágrimas, vinho, sangue
sábado, 16 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
quanto a mim
Quanto a mim
vejo a vida através de uma janela
o dia claro ofusca meu reflexo
no vidro transparente
e então, são pernas e pés
cansados
e não sou mais
só o claro, lá fora
vejo a vida através de uma janela
o dia claro ofusca meu reflexo
no vidro transparente
e então, são pernas e pés
cansados
e não sou mais
só o claro, lá fora
sábado, 9 de fevereiro de 2008
ei menina!
se cada dia
fosse uma poesia,
talvez valesse
as penas que sinto
de mim
-Ei menina! Aonde vai com tanta pressa?
-Vou viver!
-Ei menina, vá com calma
Que a vida engana
E o caminho é traiçoeiro
Cuidado, para não correr demais
E tropeçar nos próprios pés
não me ouviu.
já foi ela.
fosse uma poesia,
talvez valesse
as penas que sinto
de mim
-Ei menina! Aonde vai com tanta pressa?
-Vou viver!
-Ei menina, vá com calma
Que a vida engana
E o caminho é traiçoeiro
Cuidado, para não correr demais
E tropeçar nos próprios pés
não me ouviu.
já foi ela.
eterna dança
a eterna dança do certo e errado
dois pra lá, dois pra cá
giro.
sempre sei o que é certo e o que é errado
como um maestro conduzindo a música
os passos
a dança.
por que os pés recusam-se a seguir a música?
incorrigível bailarina
erra os passos
trai o maestro
banaliza a platéia.
e nauseada pela dor
chora sozinha em seu camarim
mas amanhã, ah amanhã!
ainda o quente e salgado no gosto
ela vai
a eterna dança
e fora do compasso.
dois pra lá, dois pra cá
giro.
sempre sei o que é certo e o que é errado
como um maestro conduzindo a música
os passos
a dança.
por que os pés recusam-se a seguir a música?
incorrigível bailarina
erra os passos
trai o maestro
banaliza a platéia.
e nauseada pela dor
chora sozinha em seu camarim
mas amanhã, ah amanhã!
ainda o quente e salgado no gosto
ela vai
a eterna dança
e fora do compasso.
Assinar:
Postagens (Atom)