domingo, 21 de junho de 2009

Escolhas

Entre tantas vidas, qual delas viver?

sábado, 30 de maio de 2009

II (pausa)

Algumas vezes me distraio, de mim, dos meus medos, dúvidas, frustrações, e então, inexplicavelmente, eu vivo. Em uma pausa sem querer da minha vida, eu vivo.
Mas é só até eu perceber.

sábado, 2 de maio de 2009

Já (não) sei

Não vou mentir pra mim mesma. Mas o que é ser sincero, mesmo que não se tenha ninguém a quem confessar, mesmo que não se tenha o que confessar? O que é que fica guardado dentro de não sei onde que gera tanta dúvida, tanta angústia? O que tanto faz falta? O que procuramos, desesperadamente?
Pra ser sincera (comigo mesma,e pra mais ninguém), espremer minha alma até saírem gotas de sinceridade... Sei o que procuro, por mais piegas que pareça (ou realmente seja).
Procuro um sentido que não existe, e esse medo irracional da solidão. Essa necessidade mórbida de companhia, de aceitação, de alguém que faça as minhas certezas certas... Esse inevitável sentimento de não se sentir sozinho...
Esse fatal erro de procurar em outro o que não se encontra em si.

sábado, 11 de abril de 2009

Desejos

Desejo os desejos, não suas realizações...
A inconstância do sentir provoca arrepios

solidão é chuva

Por esses dias, li uma frase que me deixou atordoada. Não consegui entender o que o autor quis expressar (aliás, não consigo me lembrar de quem é, mas vou ser absolvida, estelionato é crime, falta de memória, nem sempre). Enfim, uma frase simples, extremamente simples, que me fez pensar em mais de um milhão de coisas diferentes e não me fez chegar a conclusão nenhuma. Mas me deixou um gosto de terra molhada de chuva de fim de tarde, quando ainda tem um restinho de sol, aquela chuva fina, mas firme, que só pode ser saboreada acompanhada de si mesmo e mais ninguem; aquela chuva que começa gotinhas de sol e vai se intensificando até causar um certo frio, mas fica tão bom, que mesmo com frio não dá vontade de sair dali, porque além de chuva, do céu caem raios de sol... chuva de finzinho de tarde; solidão gostosa, aquela em que você não se sente sozinho...
(Tem as escuras e tempestuosas, mas não são esses cheiros pesados e trovoados que me invadem o corpo e a memória... só o cheiro de sol, chuva, solidão e terra molhada...)

sábado, 21 de fevereiro de 2009

desespero

Ah,como somos desatentos!
Quantas vezes passamos os dedos por nosso corpo e nos esquecemos de sentir a textura da pele,
ou então passamos depressa demais para sentir o arrepio doce do toque delicado
Quantas vezes respiramos sem sentir o ar entrando nos pulmões, expandindo o tórax, inundando de vida nosso peito
inspiramos e expiramos o tempo todo, mas nunca degustamos o prazer do movimento, as batidas do coração,ligeiro ou descansado
Quantas vezes falamos e falamos, por horas, sem nunca sentir o timbre da voz, sem entender o sabor íntimo de cada palavra
Quantas vezes andamos sem experimentar o contato dos pés com o chão, sem verdadeiramente ligar-se à Terra
Queixa-mo-nos dos odores fortes e desagradáveis, mas nos esquecemos do sutil aroma da madrugada e suas estrelas frias
Ah, como somos levianos!