sábado, 11 de abril de 2009
solidão é chuva
Por esses dias, li uma frase que me deixou atordoada. Não consegui entender o que o autor quis expressar (aliás, não consigo me lembrar de quem é, mas vou ser absolvida, estelionato é crime, falta de memória, nem sempre). Enfim, uma frase simples, extremamente simples, que me fez pensar em mais de um milhão de coisas diferentes e não me fez chegar a conclusão nenhuma. Mas me deixou um gosto de terra molhada de chuva de fim de tarde, quando ainda tem um restinho de sol, aquela chuva fina, mas firme, que só pode ser saboreada acompanhada de si mesmo e mais ninguem; aquela chuva que começa gotinhas de sol e vai se intensificando até causar um certo frio, mas fica tão bom, que mesmo com frio não dá vontade de sair dali, porque além de chuva, do céu caem raios de sol... chuva de finzinho de tarde; solidão gostosa, aquela em que você não se sente sozinho...
(Tem as escuras e tempestuosas, mas não são esses cheiros pesados e trovoados que me invadem o corpo e a memória... só o cheiro de sol, chuva, solidão e terra molhada...)
(Tem as escuras e tempestuosas, mas não são esses cheiros pesados e trovoados que me invadem o corpo e a memória... só o cheiro de sol, chuva, solidão e terra molhada...)
sábado, 21 de fevereiro de 2009
desespero
Ah,como somos desatentos!
Quantas vezes passamos os dedos por nosso corpo e nos esquecemos de sentir a textura da pele,
ou então passamos depressa demais para sentir o arrepio doce do toque delicado
Quantas vezes respiramos sem sentir o ar entrando nos pulmões, expandindo o tórax, inundando de vida nosso peito
inspiramos e expiramos o tempo todo, mas nunca degustamos o prazer do movimento, as batidas do coração,ligeiro ou descansado
Quantas vezes falamos e falamos, por horas, sem nunca sentir o timbre da voz, sem entender o sabor íntimo de cada palavra
Quantas vezes andamos sem experimentar o contato dos pés com o chão, sem verdadeiramente ligar-se à Terra
Queixa-mo-nos dos odores fortes e desagradáveis, mas nos esquecemos do sutil aroma da madrugada e suas estrelas frias
Ah, como somos levianos!
Quantas vezes passamos os dedos por nosso corpo e nos esquecemos de sentir a textura da pele,
ou então passamos depressa demais para sentir o arrepio doce do toque delicado
Quantas vezes respiramos sem sentir o ar entrando nos pulmões, expandindo o tórax, inundando de vida nosso peito
inspiramos e expiramos o tempo todo, mas nunca degustamos o prazer do movimento, as batidas do coração,ligeiro ou descansado
Quantas vezes falamos e falamos, por horas, sem nunca sentir o timbre da voz, sem entender o sabor íntimo de cada palavra
Quantas vezes andamos sem experimentar o contato dos pés com o chão, sem verdadeiramente ligar-se à Terra
Queixa-mo-nos dos odores fortes e desagradáveis, mas nos esquecemos do sutil aroma da madrugada e suas estrelas frias
Ah, como somos levianos!
domingo, 8 de fevereiro de 2009
uma nova teoria
uma nova teoria: viver sem teoria
deixo as perguntas para os céticos e filósofos
simplesmente ir vivendo
sem mais não-pensar para não sofrer
não não-pensar, mas não se torturar mais com pretensas teorias
simplesmente ir vivendo
uma nova teoria
uma última tentativa
deixo as perguntas para os céticos e filósofos
simplesmente ir vivendo
sem mais não-pensar para não sofrer
não não-pensar, mas não se torturar mais com pretensas teorias
simplesmente ir vivendo
uma nova teoria
uma última tentativa
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
sábado, 24 de janeiro de 2009
kamikaze (ou drama)
Eu sou tortura, tormento
o olho do furacão
puro sentimento
e enquanto minhas chamas queimam e me consomem, o mundo continua parado, impassível, apesar dos meus pensamentos estarem fora de qualquer controle
vertigem, perigo
Eu não vivo, só sinto
vou mergulhando cada vez mais fundo nessa tormenta de sentimentos
todos exagerados, à flor da pele, a pele em fogo, eu em fogo
o furacão arrebatando tudo à volta,
eu no meio
e o curso segue
o olho do furacão
puro sentimento
e enquanto minhas chamas queimam e me consomem, o mundo continua parado, impassível, apesar dos meus pensamentos estarem fora de qualquer controle
vertigem, perigo
Eu não vivo, só sinto
vou mergulhando cada vez mais fundo nessa tormenta de sentimentos
todos exagerados, à flor da pele, a pele em fogo, eu em fogo
o furacão arrebatando tudo à volta,
eu no meio
e o curso segue
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
as horas
Paciência, o mundo espera de nós paciência,
enquanto nós esperamos As Horas
e então fingimos
fingimos a dor
fingimos o medo
fingimos a alegria
fingimos a paciência.
Fingimos.
De resto,
As Horas.
E vivemos.
Quase todas elas.
(21/01/09 com o título inicial de "a vida", que nada mais é que "as horas")
enquanto nós esperamos As Horas
e então fingimos
fingimos a dor
fingimos o medo
fingimos a alegria
fingimos a paciência.
Fingimos.
De resto,
As Horas.
E vivemos.
Quase todas elas.
(21/01/09 com o título inicial de "a vida", que nada mais é que "as horas")
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