sexta-feira, 31 de outubro de 2008

vamos falar mais baixo (ou melhor, não vamos falar)

Sobre o que escrever sexta a noite? Que pergunta mais sem propósito! Quando se quer escrever não é preciso procurar um motivo ou assunto, basta simplesmente extravasar os pensamentos, deixar fluir a cascata de sentimentos que não pode ser contida com o silêncio. Em algumas ocasiões, o silêncio faz tanto barulho que não se pode ignorá-lo. Mas para poder ouvi-lo, vou ter que parar por aqui.
Todos já ouviram que quem muito fala, nada tem a dizer. O oposto também é verdadeiro... O silêncio fala alto, fala alto para poder ser ouvido.

sábado, 4 de outubro de 2008

incondicionalmente

Tudo transcorre bem a partir do momento em que se criam hábitos.
Os hábitos nos dispensam da árdua tarefa de questionar, não é preciso indagar nada quando o protocolo está pronto.
Tudo vai bem.

La Bela

Despojada de qualquer misticismo,
Desnuda de apelos ou sentimentos,
olho simplesmente porque é bela

domingo, 28 de setembro de 2008

elos

A dor é o sentimento que conecta as pessoas umas às outras
mas ainda assim, não é capaz de torná-las humanas

terça-feira, 16 de setembro de 2008

jogos

Em alguns momentos, poucas coisas me interessam. Justamente nesses momentos, muitas coisas me interessam.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

memórias

Parece que foi há tanto tempo
um tempo tão longe, tão distante, que algumas vezes até parece que foi com outra pessoa
ou que nunca existiu
ou que foi fantasia
olho fotos nem tão antigas e não me encontro
minha face estampada em um filme fotográfico
sim! reconheço os olhos, o sorriso
mas não eu
não pode ser
não me recordo
lembro-me vagamente, como se alguém tivesse me contado
uma outra pessoa, talvez conhecida
enigma, incógnita
muito do que foi talvez nunca tenha sido, senão somente imaginação
e muito do que se foi perdeu-se nas entrelinhas da memória, chega a não-ser
...
não, definitivamente não foi

sábado, 2 de agosto de 2008

teorias

até ontem havia milhões de teorias, todas imaculadas, perfeitas
hoje, sem mais nem menos, todas sumiram, desapareceram, caíram no oco do erro, da culpa e da certeza de, por mais que se tente, algumas atitudes não se mudam, por mais que sejam sufocadas por camadas e mais camadas da tinta de ilusão

(03 de agosto de 2008
o post do dia 02, cheio de confabulações majestosas esvaiu-se, inexplicavelmente
muito a propósito, resolvi utilzar-me do espaço remanescente)